As redes de esgotos não têm capacidade para suportar o volume da água gerado pelas chuvas. (Fotos: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Há anos que moradores da Rua João Gabriel Martins relatam problemas com o canal de esgoto, que passa em frente de algumas residências. “Toda temporada de chuva é assim. Pagamos altos valores para o tratamento do esgoto e recebemos isso em troca”, informam. Além de atrapalhar o tráfego de quem passa pela região, o mau cheiro juntamente com água e resíduos sólidos saindo do bueiro podem desencadear problemas de saúde aos moradores.

Problemas com o canal de esgoto relatados na Rua João Gabriel Martins. Imagem feita na última segunda-feira (3).

De acordo com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), a situação se categoriza como extravasamento de esgoto, que neste caso, deve-se às chuvas intensas ocorridas na última semana, principalmente quando há ligação irregular de calhas à rede de coleta de esgoto. “As redes coletoras de esgoto não são dimensionadas para receber água da chuva e as estações de tratamento de esgoto são preparadas para tratar apenas esgoto doméstico”, explicam. Os moradores informam que desde a primeira notificação sobre a irregularidade, a única ação feita pela Sanepar até o momento foi a troca da tampa de concreto por uma de ferro, que mesmo assim fez com que a ação voltasse a acontecer.

Segundo a Companhia, a Sanepar verifica e fiscaliza por meio de vistorias técnicas se há ligações clandestinas ou irregulares das calhas e de despejo de água da chuva na rede de esgoto. “Nossa equipe esclarece dúvidas, dá informações e orienta o morador que estiver com ligação irregular e estipula um prazo determinado para que ele regularize a situação. Nossa Companhia não tem poder punitivo, portanto não aplica multas. Se for o caso, a Vigilância Sanitária do município é comunicada e acionada para tomar as providências necessárias, inclusive com aplicação de multa, quando cabível”, informam.

Questionados sobre os motivos que levam a cobrança da tarifa de esgoto nas contas de água, a Sanepar informa que o serviço é para subsidiar o serviço prestado pela Companhia, pois a Sanepar coleta o esgoto doméstico, faz tratamento do esgoto e destinação adequada do efluente (esgoto tratado) nos rios, obedecendo os parâmetros exigidos pela legislação ambiental.

O despejo da água pluvial não pode ser feito na rede de esgoto por domicílios, estabelecimentos comerciais e industriais. Essa prática causada pelo desconhecimento do tema ou ligações clandestinas é proibida por lei e passível de punições, pois contribui com o entupimento e refluxo do esgoto em vias públicas e estabelecimentos pelos ralos e vasos sanitários, além de danificar o sistema de abastecimento do esgoto e interferir nas estações de tratamento de esgoto (ETE). As redes de esgotos não tem capacidade para suportar o volume da água gerado pelas chuvas.

Estudante de Jornalismo que adora escrever e conhecer um pouco sobre a vida e a história de cada pessoa envolvida. Preza pela essência que é repassada na produção de cada matéria, valoriza os pequenos gestos e apoia o ativismo ambiental. E-mail para contato: claudia@gazetainformativa.com.br

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