Educação e Cultura

Venda de imóvel faz biblioteca mudar de local

A notícia pegou leitores e usuários de surpresa e causa descontentamento em diversas pessoas. Alguns esboçaram esse sentimento em redes sociais. Por sua vez, a secretaria municipal de Educação, que administra o acervo, informa que a medida não pode ser evitada, tendo que retornar seus materiais para o antigo espaço e que busca por novo imóvel definitivo. (Fotos: Gazeta Informativa)

Desde o início da atual gestão a biblioteca pública municipal Arlete Neves Schramm teve seu acervo mudado para a rua Paulino Vaz da Silva, sendo instalada em casa tombada pelo Patrimônio Histórico Municipal. Imóvel esse com características peculiares e traços da imigração polonesa, de grande contribuição na formação de São Mateus do Sul.

Os livros já estão sendo encaixotados para a mudança.

A casa histórica foi vendida e, a prefeitura, não conseguiu chegar a um acerto de valores com o novo proprietário para manter o acervo no mesmo lugar, tendo que fechar a biblioteca e mudar seu acervo do espaço alugado. O funcionamento retorna ao antigo Colégio das Irmãs, onde funcionou até 2013, a partir de 16 de agosto, e lugar que abriga a secretaria municipal de Educação (Semec). O departamento informa, ainda, que busca novo espaço definitivo.

Retirada

Em nota, a secretária de Educação, Dinéa Cristina Distefano Wiltenburg, recordou que ao iniciar a atual gestão a biblioteca pública estava instalada no prédio da secretaria de Educação e Cultura, numa sala no térreo.

“Este local era inadequado devido à umidade e falta de ventilação. Pensando em preservar o acervo, despertar e manter o interesse pela leitura, esta secretaria decidiu locar um espaço que fosse amplo, arejado e agradável e, desde então, a biblioteca estava instalada na rua Paulino Vaz da Silva, casa tombada pelo Patrimônio Histórico”, explica a nota.

A secretaria explica, ainda, que esse imóvel foi vendido e não foi possível manter acordo, referente aos valores do aluguel, com a atual proprietária. “A secretaria municipal de Educação e Cultura não tem dotação orçamentária para arcar com o valor pretendido”, esclarece Dinéa Cristina. “Portanto, provisoriamente, tomamos a decisão de mudar a biblioteca para o prédio da Semec. Serão utilizadas duas salas no 1º andar. Estas salas são amplas e arejadas. Estamos pensando em um espaço alternativo para a literatura infantil”.

Reabertura

A secretaria programou para realizar a mudança do acervo nos dias 4 e 5 de agosto. Concluindo essa parte, a expectativa é de reabrir o acesso aos materiais na segunda quinzena do mês, a partir do dia 16.

“Esclarecemos que não tínhamos interesse em mudar a biblioteca, reafirmamos que esta é uma medida provisória e que estaremos buscando um local que seja adequado para a preservação do nosso acervo e que possamos atender aos munícipes da melhor forma possível”, afirma a secretária.

Aviso

Há alguns dias, a página oficial da biblioteca informava a mudança de endereço para o local em que permanecia até 2013, ao passo que, solicitava ajuda com doações de caixas para realizar a mudança. A postagem informava que o endereço novo passaria a ser a Avenida Ozy Mendonça de Lima, no antigo Colégio das Irmãs. Até a reabertura, a biblioteca municipal permanece recebendo devoluções, mas novos empréstimos serão concedidos após a mudança.

História

Ao longo desses três anos, de acordo com releases publicados pela prefeitura, o espaço promoveu diversas atividades. Dentre eles, o acesso de estudantes das escolas municipais às histórias orais, contadas por descendentes de poloneses de São Mateus do Sul, como as senhoras Vera Pacheco de Lara, Tereza Burdinski da Veiga e Ludovica Aracheski Nowak.

Nesse quesito, possibilitando o aprofundamento de conhecimentos históricos e culturais, bem como costumes de época passadas, modelos de brincadeiras, convívio com os pais e vestimentas. Essas ações despertavam muita curiosidade, nos estudantes, sobre as tradições polonesas, abrindo possibilidade de questionamentos e ouvindo, com surpresa, cada resposta. Tudo isso, demonstra a lacuna que essa transição deixa, na expectativa de que um novo local venha a substituir, à altura, o antigo.

Sidnei Muran

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