Jornal de São Mateus do Sul (PR) e região

Verde limão forever and ever

Eu imagino que, se você lê as minhas colunas com alguma frequência, deve ter percebido que eu já dei a entender mais de uma vez que eu faço parte do grupo de jovens da Igreja Matriz São Mateus, o Jovens Unidos em Cristo (JUC). Ou você pode chegar a essa feliz conclusão visitando meu perfil no Facebook, que é tomado pelas fotos do grupo.

Embora quando eu fale do grupo eu possa parecer um pouco com aquelas pessoas que acho que ninguém gosta muito*, aqueles que se acham os Sabe Tudo (pois eu participo dele há apenas dois anos, que é um tempo pouco significante se comparado ao das pessoas que vão lá desde o início), é desafiador tentar explicar a relação que você cria com o grupo. Mais complicado ainda é, de alguma forma, desafiar-se a descrever o que o grupo muda na sua vida.

Por que eu resolvi escrever sobre isso? Porque um grupo de jovens completar uma década de existência ininterrupta não é algo que acontece todo dia. Como eu já disse, só estive presente durante este último um quinto da vida do JUC, mas pelo que eu já vivi naquele meio, posso dizer que foi uma das melhores decisões da minha vida ter resolvido ir para um encontro em 2015, e nunca mais ter desgrudado de lá.

Embora muitas pessoas não pensem assim, achem que nós só nos reunimos no sábado para ficar conversando e fazendo bagunça (o que eu admito, seria bem esperado de 80 adolescentes amontoados), na verdade o grupo é muito bem organizado, não é à toa que durou tanto tempo, tem uma zoeirinha aqui, outra ali, mas isso é normal, não dá para ser sério 100% do tempo. Além disso, não acho que aconteça muito, mas para algumas pessoas o JUC pode representar um “porto seguro”, talvez o único lugar em que elas se sintam livres e felizes seja a sala do grupo, o que eu não acho difícil de acontecer, pois embora o caos já tenha batido na própria porta do JUC, o poder que tem esta família é incrível.

Não sei como definir literalmente em palavras o que o JUC fez com a minha vida, porque eu vivi coisas que nunca imaginei, senti coisas que nem achava possível sentir, tanto para o lado bom, quanto para o ruim, e aprendi muito, muito, muito. Afinal, passamos por muitas coisas em dois anos e pouco, quanto mais em dez, e sempre podemos aprender com absolutamente tudo.

Enfim, vou fazer um convite que eu mesma teria dificuldade em aceitar por ser tímida, mas eu peço que você, se for um adolescente, considere-o. Eu sei per-fei-ta-men-te que muito poucos teriam total conforto em chegar às seis da tarde de um sábado na sala do grupo e simplesmente entrar para participar, o mais normal seria você ter algum conhecido para se esconder atrás durante o encontro. Mas eu digo e repito: vale a pena, e se você quiser alguém para “lhe levar” um dia para conhecer, meu e-mail está logo aqui embaixo, Anna ficará feliz em ajudar.

*aquelas pessoas que acho que ninguém gosta muito”: embora possamos pensar em diversas características que geralmente as pessoas detestam umas nas outras, nesse caso eu quis me referir a um tipo específico: sabe aquele ser vivo que começa a ver a sua série favorita, que tem 125 temporadas com 72 episódios cada, e quando está só no terceiro episódio já se acha o expert do negócio? Pois é, eu acho muito complicado lidar com pessoas assim, ainda mais quando você é alguém ciumento como euzinha, que tem ciúmes até das suas músicas e artistas preferidos.

“Porque até aqui, Deus nos ajudou.”
“E ele deixou saudades.”

Beijos, Anna.
annajulia.reginato@yahoo.com.br

Anna Julia Reginato

Anna Julia Reginato

“Opa, opa, opa, quem é essa doida aqui? ” Eu sei que você deve estar se perguntando isso. E eu respondo a sua interessantíssima pergunta! Eu sou a Anna Julia, tenho 16 anos, estou no terceiro ano do Ensino Médio e realmente faltam alguns parafusos dentro da minha cachola, mas fazer o que? Como diz o Chapeleiro Maluco: as melhores pessoas são assim. “Nossa, 16 anos, o que que ela sabe sobre a vida para escrever uma coluna? ” Outra excelente indagação, caro leitor. Sabe o que eu sei? O monte de doideira que todo adolescente vive. Eu não sou “vida loka”, não vou muito em festas, nem tenho uma vida tããão agitada ou um círculo de amigos muito grande, mas meu mundinho é bem diferente, pode ter certeza. Por exemplo: não são muitas as pessoas da minha faixa etária que gostam de ler e escrever, mas eu amo! Inclusive aqui vos escreve alguém que pretende cursar Jornalismo. Sabe por quê? Porque eu sou especialista em falar e adoro conversar.
Anna Julia Reginato

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