Colocação dos paletes na base do asfalto, em foto feita por Picheth durante a vistoria no local.
(Fotos: Omar Picheth/Arquivo pessoal)

Uso de bloquete ou palete, que é um tipo de piso intertravado de calçamento, no lugar de rachão para base de asfalto foi assunto na Câmara de Vereadores desta semana. O vereador Omar Picheth apresentou fotos de vistoria que fez na obra e cobrou esclarecimentos por parte da prefeitura sobre o uso. Segundo ele, trata-se de um contrato que previu um tipo de aterro, mas que precisou ser maior que o contratado.

Segundo o vereador, teria havido um ‘erro’ em colocar este tipo de material no lugar do rachão – pedras. “A prefeitura, para não fazer aditivo para a empresa, está pondo bloquete”, afirmou. No seu entendimento, a região que faz acesso da PR para área industrial, próximo a empresa Microxisto, tem o chamado ‘sabão de caboclo’. Ali seria um trecho em que sempre aparecem atoleiros.

Disso o questionamento da não previsão técnica para que a base fosse mais profunda e superasse este tipo de situação. Picheth disse que a empresa contratada para o serviço de asfaltamento, com base legal nas prerrogativas do contrato com a prefeitura, fez esta constatação. Para solucionar a indicação seria necessário um aditivo, ou seja, um complemento para compra de rachão.

Esta base, com pedra sólida em sua visão, seria o indicado. Para evitar o aditivo, o vereador cita a colocação do ‘material inservível’ para compor a construção da via. O parlamentar disse que este piso palete veio a ser usado, a partir da existência no pátio da prefeitura após retirada do calçamento de ruas da cidade. Seu argumento seria de que faltou melhor planejamento na contratação da referida obra.

A reportagem do GI procurou o setor de comunicação da prefeitura para entender a situação e buscar um esclarecimento técnico frente ao questionamento. Segundo a administração municipal, “de acordo com o secretário de Obras, Marcelo Jacopetti, devido ao solo encontrado no local foi necessário realizar uma escavação mais profunda do que estava previsto inicialmente”.

“Para que não fosse necessário fazer um aditivo no contrato e, consequentemente evitando uma paralisação na obra, foi optado por utilizar os blocos inservíveis – já retirados de outros locais, que não davam mais imbricamento – como camada de sub-base, nivelando ao solo para posterior base para a pavimentação”, apontou a nota da prefeitura relativa ao assunto, exposto na reunião da Câmara de terça-feira (16/06).

Visando ampliar a opinião técnica sobre o caso, a reportagem buscou engenheiros para compreender e ampliar o conhecimento sobre o caso, visando obter mais detalhes sobre o caso. Contudo, seria necessária uma vistoria mais precisa e avaliações no canteiro de obras, por parte de engenharia especializada no setor. Somente desta forma, conforme fontes consultadas, seria possível a análise.

Desta forma, somente algum detalhe a mais pode surgir em resposta ao vereador Picheth. Diante da responsabilidade técnica, e com base na informação da prefeitura, o indicativo é de que o uso deste material, em substituição ao rachão não compromete a estrutura. Sendo uma alternativa encontrada pelo departamento para evitar adição de valores ao contrato, visando esta compra.

Sobretudo, a observação preliminar de engenheiros consultados supõe que o descritivo da contratação, se realmente há está peculiaridade em trecho do trajeto a ser asfaltado, precisaria apontar esta necessidade. Isso evitaria a necessidade de usar os blocos inservíveis, prevendo a colocação de rachão. Contudo, toda obra pode apresentar situação antes não previstas e necessárias de adaptações.

Sidnei Muran

Sidnei Muran

Jornalista (MTB 7597 DRT/PR), formado pelo Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv), pós-graduado em História e Cultura pela Unespar – campus de União da Vitória e Licenciado em História pela Unespar – campus de União da Vitória.
Sidnei Muran

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