Prismas

Viagem no tempo

(Imagem Ilustrativa)

Fico pensando em como era a vida dos imigrantes europeus e daqueles que aqui viviam, quando São Mateus do Sul foi levado a condição de município, há 110 anos, em 1908. Quase nenhuma infraestrutura, poucos recursos na área da saúde, desconfiança em relação ao governo e aos novos vizinhos. Porém, haviam muitos sonhos, que aos poucos foram se realizando, com muito trabalho. Não foram tempos fáceis, mas com dedicação, nossos antepassados e os que chegaram antes de nós criaram uma base para que a nossa vida fosse menos penosa, mais tranquila.

Hoje, é a nossa vez de preparar nosso Município para o futuro. Então, tentei imaginar como seria São Mateus do Sul daqui a 110 anos. Considerei um exercício difícil. Então pensei em 35 anos. Assim, em 2053, meu filho mais velho, Lucas, teria a idade que tenho hoje.

Não há como pensar em São Mateus isoladamente, pois as mudanças no mundo impactarão ainda mais nossas vidas. Creio que São Mateus tenha três principais vocações: turismo, agricultura e tecnologia.

Estamos em 2053. O setor de serviços foi a saída para manter a população economicamente ativa: gente cuidando de gente, realidade mundial com o avanço da tecnologia e o uso da inteligência artificial nos diversos setores da economia. Nessa linha, preservemos as tradições, a nossa cultura. Cidades mais urbanizadas tiveram dificuldades em preservar a história. Nós cuidamos disso.

Nosso clima diferenciado, com seus dias frios, neblina e a recuperação das matas de araucária formam um ambiente agradável, romântico e acolhedor para os visitantes e para quem aqui mora.

Com o aumento do rigor na legislação ambiental, com a movimentação de nossos representantes no cenário político estadual, exigindo melhores condições de saneamento, a Companhia de Águas do Estado e as indústrias cumpriram sua obrigação de recuperar o rio, como contrapartida pelo uso das águas da bacia hidrográfica. O Iguaçu voltou a ser um corpo d’água cheio de vida. Passeando ou pescando nas águas limpas do rio, podemos observar, às suas margens, a mata ciliar recomposta, formando uma imagem de cartão postal.

Casas e edificações históricas do Município foram transladadas para o Parque do Imigrante, um complexo que reúne hotéis e restaurantes. A comida típica, por sinal, é um dos diferenciais da região e a Festa do Pinhão e o do Pierogi, em junho, é um grande atrativo. Nosso calendário também inclui o Festival de Danças Típicas das diversas etnias presentes em nosso Município.

Na agricultura, com a implantação da Faculdade de Agronomia e do Centro de Tecnologia do Estado, continuam as pesquisas e o aproveitamento dos insumos do xisto e o Município passou a ser um dos grandes produtores de sementes para a agricultura nacional. O modelo de integração entre a Universidade, as fundações de pesquisa e as associações da agricultura familiar devolveram o homem ao campo, e ele usufrui das tecnologias e conforto daqueles que vivem na cidade. O investimento na infraestrutura do Município, com pavimentação das estradas rurais, além de gerar renda na sua fase de implementação, permitiu mobilidade para o escoamento e melhor aproveitamento de toda a produção.

Como o mundo buscou alternativas para a geração de energia limpa, aproveitamos nosso parque tecnológico, para estudos na geração de energia solar. Indústrias do ramo aqui se instalaram e somos referência na produção de dessa tecnologia e geramos energia elétrica que consumimos.

A coluna ficou curta, assim, de volta a 2018, convido cada um a pensar em nosso futuro, no que queremos e faremos por nosso Município. Que venham novos e promissores séculos pela frente!

Adnelson Borges de Campos
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