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É possível encontrar na Terra um casal perfeito?

Um par feliz, em que cada um, com as suas possibilidades, complete o outro sem exigências, sem ferir e magoar?

Podemos dizer que um casamento perfeito pressupõe a união de duas pessoas perfeitas. Porém, isso é impossível aqui em nosso mundo ainda tão atrasado espiritualmente.

No entanto, não obstante os defeitos que ainda predominam em nossa sociedade, sabemos de casais que vivem muito bem e gozam de uma relativa felicidade, já que a felicidade total só conheceremos em outro Mundo, conforme nos disse o Cristo.

Esses casais felizes são pessoas comuns que lutam com dificuldades profissionais, familiares e até mesmo íntimas, porém, possuem o firme propósito de alcançarem a paz junto ao cônjuge e com as pessoas que os rodeiam.

Então, é possível encontrar a harmonia no casamento?

Sim. É possível.

Pelo menos alguns itens importantes para o êxito da união conjugal foram destacados nas páginas deste volume despretensioso.

Acrescentemos ainda que o começo de tudo é nos conscientizarmos de que, assim como eliminamos o amor, também o cultivamos.

Devemos empreender esforços rumo a essa plantação que será cultivada dentro de nós, em nosso coração, todos os dias, com carinho e atenção, respeito e tolerância.

A harmonia conjugal é obra de compreensão e respeito mútuo.

O casal feliz é aquele que encontra tempo para amar.

As horas divididas a dois somam muito, na estabilidade emocional de ambos.

Os cônjuges que não têm tempo um para o outro viverão em mundos diferentes, particulares, e quase nada realizarão juntos.

Quando isso ocorre, depois de alguns anos, são dois estranhos que vivem sob o mesmo teto, unidos apenas por um papel, sem que se amem verdadeiramente.

Matrimônio feliz é aquele que tem por base o amor e a amizade sincera.

Outro fator importante para a felicidade conjugal é a cumplicidade. Esse sentimento deverá alcançar todas as situações da vida.

Isto significa gostar do jeito do outro, admirar suas realizações, vibrar com seus afetos, perdoar seus erros, empenhar-se em seus projetos, sofrer com as suas dores, repartir as derrotas, enfim, serem unidos de verdade.

Quando o casal se une de verdade, as vitórias acontecem mais facilmente. E mesmo que haja derrotas, as lágrimas derramadas serão motivos para levá-los a encarar a oportunidade sem culpas e acusações.

Casamento não é constituído por adversários, mas se isso ocorrer, a melhor forma de recuperar a união é tornar o outro nosso amigo parceiro.

Não devemos, no casamento, lutar a fim de impor somente a nossa vontade, para satisfação do nosso ego.

Ao contrário de vencer, é preferível que os dois saiam vencedores.

Precisamos, também, descobrir a alegria de doar e não somente receber.

E se nos casamos é para fazer o outro feliz também.

Casal feliz é aquele que se doa mutuamente.

Enfim, podemos enumerar vários outros ingredientes, para que obtenhamos a felicidade conjugal, mas certamente com amor acharemos nossos próprios caminhos e conseguiremos êxito em nossa convivência.

Basicamente saibamos que, informados de todas essas virtudes, nada obteremos sem que elas sejam colocadas em prática incansavelmente, até os últimos dias de nossa convivência a dois.

Devemos acreditar, sempre, que poderemos ser felizes.

É com essa finalidade que aqui estamos, e seremos, se assim o quisermos.

Por Jamiro dos Santos Filho

Oscar Okonoski
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