Entrada em campo. (Fotos: Prefeito Fabio Machiavelli)

Não é sempre que um jogador profissional de história no futebol brasileiro, do esporte mais popular do país, está na região. Muito menos se forem três ou quatro. O corintiano aposentado dos gramados, mas que fez parte do grupo formado por Carlos Alberto Parreira e Mário Jorge Lobo Zagallo em 1994 – na conquista da 4ª Copa do Mundo para o Brasil, veio para Antônio Olinto no último sábado (07/03).

“O esporte está dentro de mim”, ressaltou Viola. Mesmo tendo corrido o mundo e participado de jogos com estádios lotados, o ex-atacante citou de que tendo 80 mil pessoas ou apenas 50 pessoas, o espetáculo seria o mesmo. “Vou fazer gol, vou imitar o porco. É coreografia. Vamo pra dentro”, disse em tom irreverente. Colocando-se à disposição para fotos e autógrafos ao final da partida.

Dribles, tabelas e alegria perfizeram o ponto nobre, com bola rolando, obviamente. Outros ‘figurinhas carimbadas’ do álbum futebolista brasileiro pisaram a grama do campo de Antonio Olinto. O ex-capitão atheticano Nem (campeão brasileiro de 2011), Tinga-PR (Valdeci), conhecido ponta-esquerda de história no futebol brasileiro, em especial pelo Fluminense, e o ex-corintiano Embu.

Tinga-PR camisa 10 dos amigos do Viola em ação.

Quem esteve presente ao Estádio de Antonio Olinto, viu o extrovertido ex-atacante muito carinhoso com todos, após o jogo. Fotos e mais poses, daqui e dali. Sem perder o sorriso do rosto, Viola deu atenção para todos de forma muito humana e com gentileza de sobra. Foi o ícone dos convidados do prefeito Fabio (Fabinho) Maciavelli para entregar a nova iluminação no espaço esportivo.

O chefe do Executivo vestiu a camisa 7 e dividiu a referência do ataque com o convidado. Antes de iniciar a partida, Fabinho declarou seu amor pelo Clube Athetico Paranaense e, também, pelo Timão. Nas costas, durante a partida, trazia o número de Marcelinho Carioca, um dos principais parceiros de Viola, em toda a carreira. Enquanto, seus filhos vestiam a camisa do Corinthians e a esposa do Coritiba.

O prefeito citou o investimento de cerca de R$ 50 mil para fazer drenagem e superar a água parada sobre a grama, decorrente de chuvas. Outro valor de R$ 50 mil permitiu a colocação de oito postes de iluminação. “Incentivo para que as pessoas joguem durante a semana, à noite”, explicou. Segundo ele, o valor usado nesta melhoria beneficia pessoas de todas as idades, com a possibilidade de jogos noturnos.

Careiras no futebol

Paulo Sérgio Rosa é o nome de Viola. Aos 51 anos segue desfilando irreverência pelos gramados. Não esquece um dos momentos mais marcantes de sua vida quando comemorou um gol, contra o Palmeiras, imitando um porco – mascote alviverde. Se aposentou há quatro anos, após jogar pelo Taboão da Serra, fazendo nove gols em nove jogos. Ao longo de 704 partidas, em clubes, balançou as redes por 277 vezes.

Time dos Amigos do município de Antonio Olinto.

Time dos Amigos do Viola e prefeito.

Jogou por mais de 20 times diferentes, dentre eles, inclusive, no Palmeiras. Ali marcou 37 gols em 66 jogos. Também no Santos, Vasco da Gama (em ambos, campeão brasileiro), Flamengo e Valencia. Contudo, sua marca de identidade tem relação mais direta com o alvi-negro paulista. No Corinthians foram duas passagens, de 1986 a 1989, com 71 jogos e 14 gols, e entre 1992 e 1995, com 91 gols em 212 partidas.

Em 1988 fez o gol do título paulista na prorrogação contra o Guarani, quando ficou conhecido e criou sua identidade com o time. Ali também ganhou mais um paulista e Copa do Brasil. Em meio a este período, esteve na Copa do Mundo de 1994 nos Estados Unidos da América e na final jogou por alguns minutos. Pelo selecionado canarinho, Viola jogou ao menos dez vezes e fez três gols.

Tinga, Nem, Embu e Kiko foram os outros quatro ex-profissionais que jogaram. Valdeci Carioca foi ponta-esquerda com excelente passagem pelo Fluminense, onde iniciou a carreira. Ainda, atuou na região, jogando pelo Iguaçu de União da Vitória e em Irati. Passou por vários clubes brasileiros e atualmente trabalha em escolinha de futebol, num projeto social em Saquarema/RJ e joga partidas com ex-atletas.

Por sua vez, o atheticano teve o privilégio de erguer a taça de campeão brasileiro em 2001 para o time da baixada. Esse foi o seu auge na carreira. Para Nem, “ser recebido com carinho e respeito é gratificante”. O ex-jogador trabalha na busca de novos talentos pelo Athletico, sendo embaixador do clube. Além de participar de jogos como o de sábado em Antônio Olinto.

Depois de toda a história, o jogo. Placar 7 a 2 para o time do Viola frente a um combinado de jogadores do município. Por duas vezes, o convidado ilustre pode imitar ‘o porco’. O ex-atacante tetracampeão do mundo balançou as redes duas vezes. O prefeito camisa 7, também marcou outros dois. Após o apito final, sessão de fotos, autógrafos e o registro da história, em Antonio Olinto.

Viola na casa do prefeito com a esposa e os dois filhos.

Viola na casa do prefeito com familiares.
Sidnei Muran

Sidnei Muran

Jornalista (MTB 7597 DRT/PR), formado pelo Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv), pós-graduado em História e Cultura pela Unespar – campus de União da Vitória e Licenciado em História pela Unespar – campus de União da Vitória.
Sidnei Muran

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