(Acervo Casa da Memória)

Olá, caro leitor! Você já imaginou como era São Mateus do Sul na década de 1930? Quem era o prefeito da nossa cidade, como era nossa economia, como as pessoas se vestiam, como se comportavam… Enfim, como seria o dia a dia na vida de tantas pessoas que viveram aqui?

Pois bem, a coluna de hoje nos leva um pouquinho de volta para esse passado quando olhamos mais atentamente para essa fotografia que selecionei para vocês. Também estou deixando aqui o meu e-mail para perguntas, sugestões ou correções dos textos. Essa fotografia registra os últimos tempos do Braz Hotel, que funcionou em nosso município entre os anos de 1925 e 1930. Reúne algumas pessoas em frente a esse estabelecimento da nossa cidade. Esses homens estão dispostos estrategicamente para que possam ser visualizados pela câmera fotográfica. Sem dúvida o destaque em primeiro plano está para o a figura principal do acontecimento. Seria um grupo ligado ao poder político? Um detalhe que nos chama a atenção é que todas as pessoas da fotografia são homens. Mulheres não aparecem na foto, por que será? Você pode observar também que as construções são em madeira, muito comum para a época. Já disse um historiador há algum tempo atrás que “São Matheus em 1900 era uma cidade de madeira”. Nessa época, as pessoas usavam roupas de um estilo que hoje chamamos de “traje esporte fino” ou social. Os tecidos eram outros, os modelos… e todos os homens usavam chapéu.

Trata-se de um registro político pois a pessoa em primeiro plano no centro da imagem montado em seu cavalo é o interventor Manoel Ribas ou o futuro interventor (não temos a data exata da foto). Ele governou nosso Estado entre os anos de 1932 e 1945. Além do interventor, outra pessoa identificada foi a do homem na varanda que se trata do jovem Francisco Braz, que na época dirigia aqui, o hotel da sua família. Esse hotel ficava onde hoje é a Rua Luciano Stencel, próximo ao Parque do Iguaçu. São Mateus do Sul vivia então a época da navegação a vapor, nossa erva-mate já era conhecida e valorizada, possuía alguns clubes e um cinema, o “Cine Brasil Teatro”, a cidade também já contava com iluminação elétrica. Como dissemos na semana passada “Fotografar é atribuir importância (SONTAG, 2004)”. Com certeza esse momento do passado foi tão importante para certas pessoas que elas decidiram registrá-lo. Até a próxima fotografia!

E-mail: cmpadrebauer@gmail.com

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