(Imagem Ilustrativa)

“Imortalidade, esse é o meu objetivo”, afirma Laurent Simons, de 11 anos, o segundo mais jovem do mundo a se formar em uma universidade. O belga nascido na cidade de Ostend, concluiu a graduação em física na Universidade de Antuérpia em apenas um ano, o curso é de três anos.

Falando nisso, essa ideia de imortalidade me fez recordar uma discussão que tive no segundo grau, sobre essa ideia de viver muito tempo. Era como se fosse um debate, em que cada aluno comentava porque ser imortal ou viver muito tempo, e os próprios alunos escolhiam as melhores ideias, que acabariam recebendo alguns pontos a mais nas notas. Vendo essa ideia de imortalidade me fez relembrar que eu comentei sobre ter uma boa saúde e durar muito tempo além do normal que se vivia, quem sabe chegando a uns 100 ou até uns 130 anos. Lembro também que o assunto começou por causa de um seriado antigo, chamado Buck Rogers, que se passava no futuro e onde o personagem principal ficou “adormecido” durante dois séculos e foi reanimado no futuro. Lembro-me que falei que estando com saúde, eu poderia comentar sobre como as coisas aconteciam quando eu era jovem. Eu me via explicando diversos acontecimentos vividos, como eram os costumes, como foram as evoluções das coisas, como as pessoas se portavam, a moda, os objetos que as pessoas sonhavam e assim por diante.

Consegui ficar entre os primeiros no debate, pois sempre gostei de filmes e histórias que envolviam viagens no tempo e coisas assim. Ficção científica sobre viagens no tempo sempre me fascinaram, até mesmo filmes e seriados como o antigo Túnel do Tempo, e muitos outros, posso fazer uma lista a qualquer hora, inclusive de ser mais fã do Capitão América do que Super Homem, Batman ou Homem de Ferro. Comentei com meu pai sobre os pontos a mais conquistado no debate e o tema do debate, e falei um pouco sobre o que foi discutido e ele com sua maneira peculiar de pensar, comentou que achou muito legal a discussão, mas me fez uma pergunta que me deu um nó na cabeça na época, e nos dias atuais ela faz ainda mais sentido. Creio que por isso me voltou à mente tudo isso quando dá notícia do início do texto. “Já pensou o que vai sentir quando as pessoas que você conhece forem partindo? ”, confesso que na época isso me fez pensar bastante e ao mesmo tempo não me preocupou muito, pois até então não tinha perdido ninguém tão próximo assim, então a “partida” não fazia parte da minha vida.

Hoje entendo muito bem o que meu amado e querido pai queria dizer, na época. O tempo vai passando e a vontade de continuar vivendo nesse mundo que nos dá tanto para ser descoberto, é tentadora, mas ao mesmo tempo, a cada pessoa que conhecemos ou que amamos que vão partindo, o desejo de continuar por tanto tempo, nem é mais tão grande assim. A dor da perda vai doendo cada vez mais e pior, parece que vai pesando ao se somar com as outras perdas já sofridas, é uma carga que só tende a aumentar ao longo do tempo. Imaginar todas as pessoas de quem eu gosto, com quem convivi, aquelas que fizeram um bem danado certa altura da minha vida e mesmo que distante, saber que ela partiu dói muito também, pois são as lembranças maravilhosas e ricas que tivemos e que nunca mais voltarão é que ficam.

Não, aquela ideia não é mais tão interessante assim. Tudo que teria para aprender no futuro, por mais tentador que pareça, para eu ao menos, não me parece mais tão vantajoso em relação ao peso de tantas lembranças que teria que carregar, pois me conhecendo como me conheço, sei que não conseguiria deixar pelo caminho parte dessas lembranças. Melhor deixar o tempo que se encarrega da sua função.

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