A Gazeta Informativa completa nesta sexta-feira, dia 5 de março, seus 6 anos de existência, e a equipe do jornal foi encarregada de realizar uma matéria para essa comemoração. Com 6 anos de circulação ininterrupta, acreditamos que você, caro leitor, já conheça o jornal. Mas que tal conhecer um pouco da sua idealizadora, dona, proprietária, chefe e “faz tudo” daqui? Assim fizemos um reverso, entrevistamos a jornalista Thaís Siqueira Pinto Ramos para que conheçam um pouco mais sobre quem está por trás de tudo. E acreditem, não é fácil entrevistar uma jornalista, mas conseguimos algumas respostas.

Afinal quem é a Thaís Siqueira?


Uma empresária são-mateuense que completou 30 anos de vida no último dia 26 de fevereiro, Jornalista por formação e pós-graduada em Produção e Avaliação de Conteúdo para as Mídias Digitais. Mãe em tempo integral e esposa quando o filhão permite (risos). Muito, mas muito apaixonada pela vida. Amo música, ler jornais, revistas e livros, estar antenada a tudo que acontece na internet. Sou fã de comida japonesa, um delicioso vinho é tudo de bom e uma boa cerveja sempre cai bem. Adoro viagens e os momentos em família e com amigos são imprescindíveis.

Por que o jornalismo?


Desde pequena sempre gostei muito da área de comunicação, gostava de falar, cantar e dançar muito, além de ver televisão e acessar a internet. Também brincava de apresentar o Jornal Nacional e escolhi estudar jornalismo por achar uma profissão fascinante. Acredito que poder falar algo para um público é demais. A comunicação é uma ferramenta incrível e ela serve para unir pessoas, mostrar algo novo, contar histórias, levar entretenimento, orientar e formar opiniões. Isso tudo se encontra presente no jornalismo, que é uma área rica em possibilidades, na qual se pode fazer a diferença na vida das pessoas, mesmo que seja de uma somente, pois isso já vale o esforço.

Por que o jornal impresso?


O jornal impresso, para quem faz o jornalismo, tem algo mágico. Materializar em papel o que se quer falar, enquanto as pessoas tocam as suas palavras. No papel as notícias possuem extrema credibilidade, afinal uma vez impresso não pode ser alterado, diferente do meio digital que pode ser modificado a qualquer momento. Aí está o maior desafio: a veracidade da informação. Além disso, é muito melhor tomar um cafezinho bem quente segurando o jornal do que o celular, por exemplo. O jornal impresso é uma fonte de recordação, pois você consegue recortar ou simplesmente dobrar e guardar por anos, e em algum dia lembrar ou fazer virar história para alguém. Diferente do digital, que acaba se perdendo no meio de tantas coisas, no papel você é dono daquela notícia, daquela recordação que você pode tocar e não simplesmente ver. É como aquelas fotos maravilhosas que guardamos digitalmente e ficam esquecidas, isso quando não as perdemos e nem nos damos conta. Mas quando imprimimos temos felicidade de tocar e de rever. O impresso é especial justamente por isso, ele tem valores e tem história!

Quais as aventuras de se fazer um jornal numa cidade pequena?


Dentre as inúmeras aventuras, eu considero como uma grande oportunidade de conhecer a fundo a vida das pessoas. Numa cidade pequena conhecemos tantos moradores, porém nem sempre a fundo suas histórias e curiosidades. Cada uma delas é uma surpresa, por mais simples que seja, pois com o olhar de jornalista, pode se transformar e explodir em riqueza. O jornalismo proporciona momentos maravilhosos e poder conta-los é mais maravilhoso ainda. Todo dia é uma coisa nova… fazemos novas amizades, conhecemos lugares novos, todo tempo, o tempo todo. A cidade pode ser pequena, mas as suas histórias são grandes. Elas são maravilhosas.

Qual a maior dificuldade de um jornal impresso nos dias de hoje?


Primeiramente, o custo. O preço para imprimir um jornal impresso toda semana é a maior dificuldade. Eu sempre pergunto: quanto custa para você imprimir uma folha A4? Agora imagine várias folhas grandes de um único jornal e multiplique isso por milhares de jornais impressos ao mês. O custo é absurdo. Porém, com muito trabalho e parceiros que acreditam em nossa causa, isso é possível, além de levarmos a marca dessas empresas para toda a população. Por exemplo, o jornal cria livros/arquivos com todas as edições e entrega para a Casa da Memória, onde ficará registrado por muitos anos e a marca dessas empresas estarão eternizadas lá também.

Há informações que precisam ser noticiadas com urgência, por isso nós também temos as plataformas digitais para postagens rápidas desses acontecimentos. Porém, o nosso maior objetivo no jornal impresso é produzir conteúdo relevante para a sociedade. Aquelas matérias que trazem esperança, felicidade e a visão de um futuro próspero. E é por esse motivo que a Gazeta Informativa tem e terá por muitos anos o jornal impresso como sua grande característica.

Qual a matéria que mais gosta de fazer?


Um jornal é feito de todo tipo de notícia e temos que apresentar o máximo de informações possíveis, sejam elas boas ou ruins. É como em nossas vidas, onde temos as duas situações. Mas certamente gosto de falar de coisas boas, principalmente das histórias de vida, do povo são-mateuense e da região. Histórias que agreguem, que falem de superação e sejam motivacionais para os leitores. Gosto de contar e eternizar a história das pessoas em nosso jornal.

Qual matéria não faz de jeito nenhum?


A gente faz quase de tudo, mas não reportagens sensacionalistas de cunho político, pois sempre seguimos com o intuito de ter um jornal apartidário. E isso é muito difícil, já que temos e tivemos repórteres de direita e esquerda. Para nós, está tudo certo desde que seja apenas a opinião pessoal, fora do jornal, pois como já citei acima tenho que ser apartidária e acredito que cada pessoa tem o direito de seguir o caminho que mais lhe convém. Meu objetivo é informar e, por isso, na Gazeta Informativa sempre ouvimos os dois lados e deixamos que nossos leitores julguem.

Lembra de um erro/falha acontecido no jornal e como foi corrigido?


Dificilmente existirá empresa que nunca irá falhar em algum momento. Errar é humano e aprendemos muito com cada uma dessas falhas. Buscamos ao máximo a excelência e estamos em constante evolução. Às vezes, alguns erros passam, algumas falhas na ortografia, que não é tão fácil, por exemplo. A língua portuguesa é algo incrível que só quem escreve muito, como num jornal, sabe, e achar os erros em algo que escreveu é difícil. Por esse motivo, procuramos alguém que releia e nos ajude a encontrar essas falhas, sendo que mesmo assim ocorrem ás vezes. Quando nosso erro é com alguém, sendo algo muito raro de se acontecer, pedimos desculpas fazemos de tudo para corrigir, enquanto fica a lição para nos atentarmos e não acontecer novamente. Por vezes temos que rir das nossas próprias falhas, pois não acreditamos que deixamos passar isso ou aquilo, mas estamos sempre sujeitos. Como já dito, errar é humano.

Qual notícia que não gostaria que seu filho lesse um dia?


Nossa… são tantas coisas ruins que eu gostaria de privar dele, mas creio que um vídeo de um acidente de alguém da família ou conhecido. Hoje, muitos canais de comunicação e internautas postam imagens sobre isso, esquecendo que é a vida de alguém, sem o menor cuidado de como isso chegará até a família, visto que só querem audiência. Com certeza, não é nada legal o seu filho ver uma coisa dessa. Na Gazeta Informativa você quase não encontra notícias de falecimentos e acidentes. Apesar de saber que esse tipo de notícias são as que mais vendem e geram curtidas nas redes sociais, o nosso objetivo nunca foi esse e sim levar o melhor conteúdo para as pessoas que estão interessadas.

Qual a notícia que mais gostaria de dar para a cidade de São Mateus do Sul?


São muitas, mas eu adoraria estampar na capa que a pandemia foi apenas um pesadelo coletivo e que nunca aconteceu, de fato. Mas voltando pra nossa realidade, a chegada de uma nova indústria ou uma grande empresa que gere muitos empregos diretos e indiretos, criando assim uma perspectiva de um futuro mais próspero para São Mateus do Sul. E também que essa empresa permitisse a criação de várias outras pequenas e locais. Tenho certeza que ainda noticiarei isso, pois acredito na cidade em que vivemos e amamos.

Qual o papel do jornal numa sociedade?


Aqui cabe um longo discurso mas prefiro dizer em poucas palavras que uma sociedade precisa saber o que se passa ao seu redor. Tomamos decisões a todo o momento e quanto mais informações corretas tivermos, maiores serão as chances de errar menos. O papel de um jornal é manter todos informados para decidirem, doa a quem doer, pois quanto menos informação, há mais manipulação.

Como vê a posição dos grandes jornais em relação à sociedade atualmente, entre uns serem defensores da verdade e outros articuladores políticos?


Os jornais, sejam eles de grande circulação ou não, possuem um papel fundamental na opinião da sociedade. Eu acredito em um jornal que preza pela verdade, deixando a cargo do leitor fazer as suas próprias conclusões acerca dos assuntos. Sabemos que muitos conflitos ocorrem na sociedade entre os indivíduos, justamente por reportagens que acabam tendo uma posição política específica. Tudo tem dois lados, as vezes três ou mais, e todos precisam estar à disposição do leitor.

É mais fácil entrevistar ou ser entrevistada?


Com certeza, entrevistar é mais fácil. Adorei a ideia de ser entrevistada para essa pauta especial de 6 anos, pois me fez parar com a correria do dia a dia, pensar um pouco sobre mim, relembrar da importância e credibilidade que a Gazeta Informativa tem e reviver o que eu já fiz por ela. São muitas memórias! E é uma emoção muito grande ver que estou nessa caminhada há 6 anos. Isso tudo passou muito rápido.

O que significa esses 6 anos da Gazeta Informativa para você?


Realmente parece que comecei ontem, pois de 2015 para cá os anos passaram na velocidade da luz. Vi muito acontecer e também fiz muita coisa se realizar. Eu tinha apenas 24 anos quando fundei o jornal na sala da minha casa, onde eu dividia a cozinha e a sala com os colaboradores, entrevistados e clientes. Confesso que foi desafiador, mas essencial para o início de tudo.

Há quase 9 meses me tornei mãe e isso me fez uma mulher ainda mais forte e guerreira. Só quem é mãe sabe o quão duro é conciliar o trabalho e a vida pessoal, ainda mais quando você decide amamentar e ficar a maior parte do tempo com o filho por perto.

Eu cresci e continuo crescendo junto com o jornal. O GI é uma empresa que apaixona e eu sou eternamente grata a cada colaborador e parceiro que estiveram e estão hoje comigo fazendo a Gazeta Informativa ser referência em veículo de mídia. Ninguém constrói nada sozinho.

Finalizando…


Eu vejo muita concorrência entre mídias por aí. Porém, vale ressaltar que, do meu ponto de vista, a Gazeta Informativa é uma mídia independente e colaborativa. Dessa forma, eu quero dizer que é o oposto do que a mídia tradicional faz.

Damos o crédito, agimos junto, atuamos em parceria, em rede. Nossos colegas de comunicação não são nossos concorrentes, ou pior, rivais. Essa não é a nossa mentalidade.

Estabelecemos isso como estratégia de vivência e de produção de um jornalismo cada vez melhor. O foco não é competição, pois nossa meta é sempre informar o nosso público leitor, assim realizando o nosso ideal e podendo dormir para que no dia seguinte comece tudo novamente. Pode parecer uma rotina, mas é sempre diferente. Nada como um dia após o outro, onde tudo isso é tão diferente e novo.

Hugo Lopes Júnior
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