Os Caminhos do Desenvolvimento

Xisto Agrícola: muito a se comemorar!

Apesar de estar construindo uma linha cronológica a esta coluna, seguindo os acontecimentos e os estudos do NDE – Núcleo de Desenvolvimento e Empreendedorismo de São Mateus do Sul – considerei relevante dar um salto aos acontecimentos para demonstrar como em tão pouco tempo, um pouco mais de dois meses, este Grupo já coloca em prática ações que são visíveis à comunidade. Incrível como, o simples fato de mudar o ângulo de visão e enxergar oportunidades onde muitos só encontram dificuldades, já se inicia a construção da mudança.

No início deste mês, recebemos a visita do Chefe da Casa Civil do Paraná, Valdir Rossoni, e junto a ele outra importante visita, o Presidente do IAP – Instituto Ambiental do Paraná, Luiz Tarcízio Nossato Pinto. O objetivo da visita foi conhecer o Projeto do Xisto Agrícola, com estudos iniciados pela SIX em 2003 em conjunto com a EMBRAPA, IAPAR e diversas outras instituições. A existência desse projeto visou comprovar a segurança alimentar e ambiental dos subprodutos do processamento do xisto, para que sendo liberados à comercialização, possam ser utilizados na agricultura na composição de fertilizantes sólidos.

Para irmos além da notícia, poderíamos nos perguntar: quem motivou a visita das referidas autoridades? De onde surgiu a iniciativa para que o referido encontro fosse articulado e realizado em nosso município? Eu responderia pura e simplesmente: a comunidade são-mateuense. E aí voltamos ao ponto de poder afirmar que esse é um dos segredos das Cidades Empreendedoras, quando a comunidade passa a ser o principal agente de transformação.

A comemoração para esse encontro de sucesso entre SIX, Casa Civil do Paraná, IAP, empresários e a comunidade, vai muito além do objetivo final em si, que é agregar maior valor ao Processo Petrosix e aumentar a geração de empregos e renda na região. Deveríamos comemorar também a desconstrução de uma barreira cultural e histórica, entendida como aquela que acata o conservadorismo político e aceita conformada o desenrolar dos fatos, conforme o que o acaso da sorte ou do azar venha nos fornecer. Neste encontro, pudemos constatar claramente, que as coisas aconteceram porque a comunidade entendeu que o Xisto Agrícola é uma vocação local com grande potencial econômico, transitou e realizou conexões entre os setores públicos e a estatal, para que se encontrassem e debatessem os entraves que se encontram no caminho do projeto. Esse é um motivo a se aplaudir: saímos de nossa zona de conforto para sermos nós mesmos os protagonistas da situação.

Na oportunidade, Rossoni disse que estava surpreso com o potencial do projeto, “recebi aqui uma verdadeira aula, esse conhecimento vai nos oferecer conteúdo para fazer a defesa desta causa”, comentou. Bem que se diz, que só valorizamos aquilo que conhecemos. Como defender aquilo que não se conhece? Como atender a demanda de uma determinada região, se os atores desta localidade não acionam e não cobram de seus representantes políticos aquilo que querem para a sua cidade, se nem eles próprios conhecem? Nossas autoridades políticas estão todas aí, ou passivas acatando o nosso conformismo, ou atentas e solícitas para as nossas necessidades, trabalhando pelo desenvolvimento de nossa cidade ou região. Sendo assim, continuemos todos atentos!

Ingrid Ulbrich
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