Artigo de Opinião

Xisto e erva-mate? Aqui também é terra das pessoas de bem!

Imagem Ilustrativa. (Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Nessa sexta-feira (21), São Mateus do Sul comemora 110 anos de emancipação política e quero dedicar esse texto para aquelas pessoas que irão encontrar esse registro impresso na Casa da Memória ou em lugares onde o jornal foi guardado por alguma família.

Atualmente tenho 19 anos, e essa idade é uma lasquinha comparado aos mais de 100 anos que pessoas compartilham momentos com o município. Essa miscigenação de raças, credos e gêneros foram moldando a forma com que a cidade foi evoluindo, mas ainda existe muita coisa a ser feita.

Sempre comento com alguns amigos que é sempre bom olhar comparativamente as várias situações de nossa vida, e se não fosse algumas atitudes, imigrações, migrações ou união de pensamentos, talvez nem estaríamos aqui hoje.

Por ser uma cidade interiorana, que não passa dos 50 mil habitantes (pelo menos em 2018), hoje São Mateus do Sul é alvo de críticas ligadas as formas de incentivo para seu desenvolvimento. Não estou aqui para apontar essas considerações, mas sim para mostrar a minha perspectiva sobre como vejo a cidade.

É tão ruim quando o foco é apenas o negativo. Somos privilegiados por viver em um município onde é fácil de trafegar e conversar com amigos, e as vezes não nos damos conta disso. Acho que só quem vive em uma cidade grande percebe essa diferença, e valoriza a terra natal. Ano passado eu conversava com um grupo de pessoas que estavam de passagem por aqui, e uma das coisas unanimes que eles sempre comentavam é essa receptividade encontrada no povo são-mateuense.

Hoje as ruas estão mudando e novas construções e projetos estão sendo feitos. Existe aquele carinho e admiração pelo próximo, mas também há a forma solidária que move para o bem. Há também pessoas interessantíssimas espalhadas pelos bairros e comunidades a fora, que com certeza tem muita história para contar. Hoje mesmo um senhor veio até o jornal e comentou sobre como a cidade cresceu comparado há 60 anos. Perguntei-lhe se os netos se interessam pelas histórias vividas por ele, e fiquei triste em ouvir que às vezes falta tempo e interesse sobre esse tipo de assunto em sua família.

Melhor do que ser lembrado pelo xisto ou pela produção da erva-mate, é saber que aqui também é terra de gente do bem e que tem muita história boa para contar. Que tal ouvir um pouco sobre o passado da cidade em comemoração ao seu aniversário? Feliz 110 anos! Feliz vida!

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